quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Indignação

De bobeira pelo Twitter, esperando minha mãe para almoçar, descobri que se encontra em votação no site do Senado Federal a seguinte enquete:

Você é favorável à aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que torna crime o preconceito contra homossexuais?

Atenção - Os resultados da enquete representam a opinião das pessoas que votaram, não sendo possível extrapolá-los para toda a população brasileira.

As opções de resposta, obviamente, ficam entre o sim e o não, e o resultado, até agora, me indigna profundamente:
Sim - 46%


Não - 54%
Okay, eu também duvido que a lei seria cumprida, mas ao menos seria uma lei e, por que não?, uma barreira para se pensar antes de cometer tal "crime". Mas então eu penso nas pessoas que não concordam com tal ato e nos porquês.
Conheço dois casos de garotos homossexuais cujas mães não aceitam e apelam para a religião. Não estou discriminando, até porque as duas são de religiões diferentes e uma delas segue a mesma que eu (seguiria). O que quero dizer é que essa, para mim, é a pior justificativa do mundo para considerar o homossexualismo como a coisa mais absurda do mundo. Não foi o próprio Jesus que disse às pessoas que amassem o próximo como a si mesmas? Que aceitassem o próximo como a si mesmas? Pois é. Logo, sem fundamento.
Pior quando apelam para a justificativa da falta de moral. Bom, os "sem-vergonhas" existem, de fato, mas existem tanto homo quanto heterossexuais que abusam da moral, logo outra justificativa inválida. E quando dizem que não foi assim que Deus quis? Só acho que, se Deus existe, Ele quer a felicidade de seus filhos, contanto que não façam mal a ninguém. O que é o caso.
Essa é uma parte da minha opinião. Eu poderia passar horas escrevendo sobre isso porque, afinal, tenho uma opinião forte do quão absurdo é não aceitar o homossexualismo.
E você, o que acha? Vote você também, clicando aqui. A enquete se encontra na terceira coluna, abaixando mais a página.

domingo, 1 de novembro de 2009

This Is It - Michael Jackson

O Freckled Guitar, para comemorar um ano, traz uma review sobre o filme This Is It, documentário sobre Michael Jackson gravado com cenas dos ensaios para a turnê que aconteceria na Inglaterra e marcaria a volta de MJ aos palcos. Com os ingressos esgotados e uma temporada extremamente limitada nos cinemas do mundo todo, tive a oportunidade de ser uma das privilegiadas. Confira.
No VMA, logo que vi o trailer de This Is It, me atentei ao fato de que ver esse filme no cinema era simplesmente uma experiência que eu precisava vivenciar. Por isso, alguns dias depois, garanti ingressos para mim e meu amigo Lucas. Nunca fui e ainda não sou a maior fã de Michael Jackson, daquelas que têm todos os CDs, sabe todas as músicas e tal. Pelo contrário, sei muito pouco sobre a obra dele, apesar de sempre tê-la admirado. No entanto, antes de admirar a obra de MJ, eu sempre admirei a pessoa que ele era. Eu sei, nunca fui a “BFF” dele - até porque ele sequer sabia que eu existia. Mas sempre tive uma simpatia muito grande por ele e sempre acreditei em sua inocência e coração bondoso, o que vi se confirmar e concretizar após sua morte. As declarações póstumas sobre ele (mesmo que muitas delas tenham um nível altíssimo de hipocrisia) só confirmaram o quanto ele era uma pessoa especial e talentosa - exatamente como faz This Is It.


A primeira impressão sobre o filme é que é um documentário chato, sonolento, parado e apelativo sobre a morte do astro. A segunda e última, aquela que fica, é a de que você estava totalmente enganado: o filme é lindo, agitado e captura muito da alma de Michael. É fácil perceber o quanto ele exigia de si mesmo e de sua equipe, de um modo que se confunde entre o perfeccionismo com a obra e o amor aos fãs, o que me tocou profundamente: ele era fã de seus fãs, antes de tudo. Além disso, também é possível ver o homem sensível, frágil e de aparência extremamente vulnerável, daquele jeito que dá vontade de dar um abraço e dizer "Conte comigo".
Me arrepiei absurdos em diversos trechos, como seria impossível não fazer - experimente ver o trecho onde ele canta I'll Be There -, e me grudei absurdamente nas danças e na facilidade com que ele executava os movimentos, como se você pudesse tentar e conseguir de primeira. Aham, senta lá, Cláudia. Por fim, meu coração derretido não conseguiu agüentar e deixou umas pouquíssimas e discretas lágrimas escorrerem em I'll Be There e Earth Song. Se você sempre acreditou que Michael Jackson era o pedófilo sem escrúpulos pintado pela mídia, duvido que consiga continuar acreditando nisso após o filme. É impossível sair sem o sensorial meio afetado, sem enxergar a relação do cantor com o palco (muito mais que de cantor: de artista completo) e a paixão pelo que fazia. Em base, é tudo sobre o amor: não existe e nunca existirá outra palavra que defina melhor Michael Jackson e sua relação com a própria obra.

The time has come.

It is now I see and feel that calling once again, to be part of a music that will not just connect but, make all feel one, one in joy, one in pain, one in love, one in service and one in conciousness.

Michael Jackson

Tradução:

A hora chegou.

É agora que eu vejo e sinto aquilo me chamando mais uma vez para ser parte de uma música que não vai apenas conectar (as pessoas), mas fazer com que todos se sintam como um só, um em alegria, um em tristeza, um apaixonado, um em serviço e um consciente.


Um minuto de silêncio.




Gênio eterno.




Só avisando que demorei mesmo pro post de um ano, porque esperava os resultados de entrevistas – mas não recebi respostas. Continuarei insistindo para posts posteriores. E ah! Juro que tentei escrever em 3ª pessoa, mas o meu eu gritou muito mais alto na hora de falar sobre MJ!

sábado, 31 de outubro de 2009

A Teoria Pedestáltica

Pra começar, deixa eu contar que eu não sou hype. Demorei para descobrir que os números estranhos ao lado do nick das pessoas no MSN eram do MSN Plus, entrei no Facebook mês passado e achava que se uma pessoa não fosse minha fã no Orkut, ela não gostava de mim.
Enfim, essa semana, vagando pelas Internets da vida, eu descobri a Teoria Pedestáltica.
A Teoria Pedestáltica se resume na história de um Creep (vide Creep, Radiohead) com o seu pedestal (a pessoa que está lá no topo, em um pedestal, ao menos na mente do Creep) e todas as etapas que essa história passa.
Duvido que alguém que está lendo isso nunca foi um Creep. Nunca admirou uma pessoa tão impossível e tão perfeita, mesmo que de longe, e sofreu calado por achar que nunca iria dar certo. Por se achar um nada, um alguém sem carinho... É triste, né.
E você tem certeza de que aquela pessoa É pra você. Que nenhuma outra no mundo pode te completar como seu pedestal te completa. Que seu pedestal é uma pessoa singular... Não faz nada de errado, te acordará com flores e um café da manhã manoelcarlístico e vocês irão ao cinema cantando Happy Together. Se seu pedestal te notasse, é claro.
Falo por conhecimento de causa. Já tive vários casos em que eu fui uma completíssima Creep. E sou até hoje, mesmo que eu não tenha um pedestal. Alma de Creep não se perde. Você continua achando que a felicidade é o amor, e não importa se você ficou de recuperação, se você não foi a tal lugar, se você está doente... Essas coisas são tão passageiras, enquanto o amor é uma necessidade e falta aparentemente perpétua.
"O creep se lembra de cada palavra dita, cada gesto, cada expressão. Mas para o pedestal tudo aquilo são momentos passageiros que logo serão esquecidos. O creep nunca se esquece, ele venera o chão que o pedestal pisa."
Isso é fato consumado.
Bom, quem quiser ler a Teoria Pedestáltica completa, eu recomendo! Clique aqui.
Chorem nos comentários que nós iremos fazer um Creeps Anônimos.



quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Uma análise sobre as Olimpíadas

Olá, freckled leitores! Eu sei que ando bem ausente por aqui. Digamos apenas que o Ensino Médio não está sendo lá um paraíso para a minha pessoa... Mas enfim, aqui estou eu!
O Freckled fez um ano (CARA, QUE ORGULHO) e eu ainda não falei nada sobre isso. Bom, PARABÉNS PARA NÓS! :D
Quero levantar aqui um debate sobre um assunto muito delicado: as Olimpíadas no Rio em 2016. Alguns brasileiros ficaram felizes, já outros nem tanto. São vários argumentos.
Conversei com várias pessoas sobre isto, e quero expor aqui dois pensamentos que eu particularmente achei muito válidos.
O primeiro é do meu professor de português, Gilberto Lopes Barbosa, e o outro do meu pai, José Alexandre Mori Lazaroni.

Vou começar pela visão do Gilberto: positiva.
Ele acredita que as Olimpíadas aqui no Brasil trarão desenvolvimento para o país e emprego para muitos brasileiros (que se envolverão nas obras, no planejamento e afins). Gilberto se baseou em fatos concretos quando disse isto, porque é uma questão de pura estatística: todos os países até hoje que sediaram as Olimpíadas cresceram muito. Sem exceções.
Ele disse também que esta pode ser a chance dos brasileiros para mostrarem o seu melhor lado, sendo hospitaleiros e passando uma boa imagem para o mundo.

O que leva à visão do meu pai: negativa.
Ele diz que devemos tomar os jogos do Pan como base para a discussão. As obras atrasaram, muito dinheiro foi gasto (uma verba que daria mais resultado se houvesse sido aplicada à população necessitada) e ainda por cima VAIARAM O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. O mundo inteiro assistiu àquilo, uma verdadeira VERGONHA. Também há o problema da nossa cidade... Niterói é vizinha do Rio, o que significa que dividimos os problemas em situações como estas. Por exemplo, no caso do Pan: como havia muita polícia nas ruas do Rio (em cada esquina havia um oficial), os traficantes, assaltantes, pivetes e toda a ralé que não presta veio realizar suas atividades ilícitas aqui em Niterói. O índice de criminalidade disparou por aqui.
Isso tudo com o Pan. Imaginem o que não será com as Olimpíadas, genuinamente muito mais grandiosas.

Bom, estas são as duas opiniões com as quais eu mais concordei. Existem pontos que devem ser considerados em ambas.
Agora vem a minha opinião sobre o assunto: positiva.
Acho que o Brasil merece uma chance de se redimir daquele acontecimento RIDÍCULO na abertura do Pan (roupa suja se lava em casa, e não diante do mundo todo) e também acredito que as Olimpíadas trarão um enorme crescimento econômico ao país. Agora, precisamos adimitir: MUITO dinheiro vai ser gasto. Não acho que possamos bancar toda a mão-de-obra necessária, principalmente com tantos problemas para serem resolvidos. Se ganharmos dinheiro com o turismo, pode ser que compense. Quem sabe?
Reconheço também que a criminalidade em minha cidade vai DISPARAR outra vez. Mas é um risco que devemos correr por um bem maior.
É a nossa chance de fazer bonito! As Olimpíadas são reverenciadas e respeitadas por todo o mundo, desde a Antiguidade. E eu, particularmente, sou muito fã dos gregos por terem inventado uma das coisas mais maravilhosas da humanidade!
Então, é isso. Formem suas opiniões sobre o assunto, porque tenho certeza de que ele será bastante discutido.
Espero poder fazer parte do comitê de recepção. Como jornalista, de preferência! HAHA.
Beijos, boa noite freckled maníacos!

E se inicia a temporada de shows do 4º Bimestre!!

Oi gente bonita! Há quanto tempo!

Final de ano.... Muitos passando de ano, outros se preocupando com vestibular.... O clima é de tensão... Nessas horas, precisamos do que?

DE SHOWS!!

Eu sei que a maioria de vocês já sabem desses shows, mas pode ser que ainda existam
alguns perdidos ou indecisos, então, vamos a eles! (ou pelo menos os que eu me lembro)

Planeta Terra Festival - 07/11


Não ouviu falar do Planeta Terra? O festival já existe desde 2007 e já trouxe bandas MUITO boas, como CSS, Devo, Lily Allen, Kasabian, Kaiser Chiefs, Offspring, Foals, Breeders, Bloc Party, Jesus and Mary Chain... É, algumas bandas...

Esse ano ele promete não fazer feio. Primeiro que vai ser no PLAYCENTER! Pra quem não estiver interessado em pegar a grade, ainda da para se divertir nos brinquedos (confesso que nunca fui ao Playcenter e acho que vou dar um passeio básico nos brinquedos). Segundo: O LINE-UP MATADOR! Ting Tings, Metronomy, Patric Wolf, Copacabana Club, Primal Scream, Sonic Youth e IGGY POP! Não conhece? Recomendadíssimos, escutem!



Eu particularmente vou ao festival. Já fui ano passado e só tenho elogios, muito bem organizado, começou na hora, nenhuma confusão, atraso nem nada do tipo. E ver o Iggy Pop ao vivo é uma dádiva dos céus, e é bom fazer isso antes que ele morra (tudo bem que eu acho que ele já morreu e ninguém o avisou, mas isso não vem ao caso...)

Maquinária Festival - 07 e 08 de novembro


O teórico concorrente do Planeta Terra vem com um line-up muito forte também! Faith no More, Jane's Addiction, Deftones, Sepultura no dia 07 e Evanescence, Panic at the Disco e Dir en Grey no dia 08. O que ninguém entendeu é o porque do festival ser no mesmo dia do Planeta Terra.... Mas tendo em vista o tanto de vestibulares que ocorrerão durante o mês (e os outros shows), acho que eles fizeram a escolha correta...

Agora, se fosse eu o organizador, tacava todas as bandas no domingo e problema resolvido. Dois palcos e daí eu poderia ver também Jane's Addiction... Mas tudo bem, eu supero...

Indie Rock Festival - dia 10/11



NESSE EU VOU! Quer um motivo? GOGOL BORDELLO. Não conhece? Ai coitado, vai ouvir AGORA, é muito bom! Em 2008 eles vieram ao Tim Festival e me proporcionaram um dos melhores shows de minha vida!!! Então..... NÃO PERCAM, ver uma banda formada por um ucraniano, dois russos, um angolano, uma chinesa, alguns americanos.... Ah, é demais! E tocando punk cigano ainda por cima? Falo pra vocês, me diverti como nunca naquele show.

Além disso, ainda vai ter Holger e Super Furry Animals na mesma noite, duas bandas MUITO boas também, maas... Poxa, Gogol Bordello é tudo de bom. Recomendadíssimo!

The Killers - 21/11


KILLEEEERS! Quem foi ao Tim Festival de 2007 sabe o quanto o show deles é bom. Agora, dois anos e dois álbuns depois, o show só pode ter melhorado, ainda mais com a adição de músicas como Spaceman, The World that We Live in e A dustland Fairytale. O único ruim são os preços salgados dos ingressos.... Mas pra quem realmente é fã (meu caso), não sentirei falta do meu baço que tive de vender para ver o Brandon de perto.

AC/DC - 27/11


Sem comentários para esse show. AC/DC é uma das melhores bandas de todos os tempos, vai fazer um show em estádio.... E eu não vou. Mas tudo bem..... A gente supera... Mas é bom saber que o bom e velho hard rock não sai de moda. Tanto que os ingressos acabaram num piscar de olhos....


Bom, é isso galerinha. Voltarei em breve com a cobertura do Planeta Terra, Indie Rock Festival e o show do Killers. Já vão se aquecendo porque novembro não vai ser um mês só de vestibulares, também vão ter muitos shows bons!

PS: Se eu esqueci de algum, desculpem '-'

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Resultado da Promoção!

Os dois posts abaixo são posts vencedores da promoção de 1 ano do Freckled Guitar!
Não tivemos muita participação... Só recebemos 2 crônicas, e, o resto, entrevistas com bandas... Após ler todas minuciosamente, optei por 2 entrevistas com bandas...
Espero que vocês gostem!

Dóri

1º Lugar - Entrevista Com a Banda For Our Hero

Feita pela Mariane, de Rio Grande da Serra - SP

For Our Hero é uma banda de Melbourne, Austrália, formada por Jay Taplin (vocalista), Geoff Taylor (baixista), Leon Blair (guitarrista), Dave Tran (guitarrista), Nax Vee (baterista) e Beau Taplin (letrista). Eles são grandes amigos dos garotos da banda Short Stack, que já é até um pouco famosa no Brasil (e a FOH já abriu vários shows deles lá na Austrália). Os meninos são muito atenciosos, então eles acabam respondendo muitos fãs, basta tentar a sorte em conversar com eles no myspace [http://myspace.com/forourhero], atentando pelo fato, é claro, de que há uma diferença de 13 horas daqui pra lá, então o ideal é falar com eles bem cedo ou de noite, pra pegá-los acordados! :)

Quem respondeu as perguntas foi o Beau!

PS: Desculpem-me se houver algo meio incompreensível, é que meu inglês é meio ruim. =x

***
Olá a todos, aqui é o Beau Taplin, eu sou o compositor da banda For Our Hero.

1 – Algum de vocês já veio ao Brasil? Como é a imagem que vocês têm sobre nosso país?
Nenhum de nós esteve aí, mas eu realmente queria ir!
Quando eu penso no Brasil, eu penso em lindos dias ensolarados, praias bonitas, comida exótica e, eu não vou mentir, também penso em garotas realmente bronzeadas, caminhando na praia em fios-dentais, com grandes bundas.
Isso é verdade?

2 – Como vocês se juntaram para formar a banda?
Muitos de nós fomos amigos de infância, crescendo juntos, e Jay, nosso vocalista, é meu irmão mais novo.
Tudo meio que se juntou quando nós estávamos procurando por membros pra banda, Geoff, por exemplo, eu conheci em um fórum de Blink 182.

3 – Quais atividades vocês têm, fora da banda?
Por enquanto todos nós trabalhamos e fazemos faculdades também, dependendo de quão bem nós chegarmos ao Brasil, eu acho que estaremos parando logo! ;]

4 – É estranho ter pessoas de lugares muito distantes conhecendo (e gostando!) das suas músicas?
É definitivamente muito estranho, de uma forma boa, claro.
Eu amo imaginar como se estivesse onde vocês estão agora, ouvindo nossas músicas, e ficar imaginando o que vocês devem estar pensando sobre nós.

5 – Como é a sua relação com os fãs?
Muito forte, eu diria, e isso é porque eu cresci desejando que pudesse conversar com as minhas bandas favoritas e eu acho que as pessoas que apóiam a música merecem isso, eles merecem saber o quanto eles significam pra nós. :)
Então é o que nós fazemos, nós asseguramos que nós sejamos parte da vida de nossos fãs o quanto for possível.

6 – Vocês sofrem algum preconceito por pessoas de outros países (aquelas que ainda não conhecem suas músicas), porque vocês são australianos? (quero dizer: muitas pessoas acham que brasileiros apenas ouvem samba e funk, algo do tipo acontece com vocês? Talvez seja como uma “maldição do hemisfério sul” haha)
Hm, não é muito ruim, porque nós somos como um país ocidentalizado.
Todo mundo aqui é mais inclinado para a música americana, mas, pra ser honesto, no nosso gênero isso é porque eles estão fazendo as coisas melhores, mais rápidas, e mais novas.
Se você quer ser notado, você tem que fazer algo especial, não importa de onde você seja.
Então nós estamos fazendo nosso melhor para não apenas nos destacarmos na Austrália, mas para nos destacarmos no mundo.

7 – Quais são seus planos para o futuro?
Pessoalmente, eu queria escrever aquela música que significa alguma coisa para todo mundo, como Hallelujah ou Man In The Mirror.

8 – Vocês querem dizer mais alguma coisa para os brasileiros?
Vocês podem, por favor, espalhar como loucos por aí e talvez nos fazerem a maior banda Australiana no Brasil?
Nós sabemos quem vocês são, e nós realmente apreciamos seu apoio.
Nós não queríamos nada mais do que ficar conhecidos por aí e tocar um show enorme na praia pra vocês.
Então, esperamos que vocês possam fazer isso acontecer! :)
Muito obrigado por tudo e eu espero que o tempo esteja bonito.
AMOR
Beau.

Os links da banda estão todos aqui: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=92309726

2º Lugar - Entrevista com a banda Plug3!

Feita pela Letícia Leite, uma das vencedoras da promoção de 1 ano do blog.

Eu, Letícia Leite, fiz essa entrevista com a Banda Plug3, de Rio Grande - RS junto com a minha amiga Laura Bastos.
Então, mando aqui as algumas informações da banda e a entrevista.

1 - Como a banda foi criada?
Eu (Gil) sempre quis ter uma banda, tocava violão e tinha músicas próprias que os amigos gostavam! Então comecei a procurar por perfis que se encaixassem comigo, ou seja, pessoas que tocasse bem e além disso fossem MUITO amigos, divertidos, especiais! Eu procurei, insisti e encontrei.
A partir daí formou-se a minha segunda família que hoje já é parte de mim.

2 - Por que o nome "Plug3"?
Na verdade não tem lógica, cismei com "Plug" de uma hora pra outra, aí numa conversa de MSN surgiu um "Plug2", daqui a pouco um "Plug3"! Pronto, perfeito, Plug3, que significa alargador em inglês támbem e 3 pelo número de integrantes na época! Soou legal e pegou rápido, até demais.

3 - Falem um pouco sobre vocês. O que vocês fazem na banda e o porque de cada apelido.
Os 4 da banda são bem normais no dia a dia;
Eu e Hot estamos em busca do emprego ja que nos mudamos a pouco tempo para capital.
Pere támbem e faz Faculdade de Odontologia em Pelotas.
Lito trabalha em um call center.

Os apelidos?
Gil = do nome, Gilberto!
Hot = de HOTpants, porque uma vez mijou nas calças em público!
Pere = de PEREreca, devido aos pulinhos hilários que dava tocando! (ainda dá)
Lito = de ROCELITO, o nome do homem da batera.

4 - A Banda ja sofreu mudanças na formação?
Sim, na mudança de Rio Grande para Porto Alegre, tivemos a saída do baterista Gabriel devido a problemas de estudo e família. Encontramos Lito na capital gaúcha, que completou muito bem. Eu confesso!

5 - Vocês conseguem se ver em outra profissão que não seja na indústria da música?
Não. É o nosso sonho. Quem sabe em outra vida.

6 - Qual foi o momento mais importante na carreira de vocês?
Abertura do show da Fresno em Rio Grande, emocionante!

7 - Como foi ter feito o show de abertura da Fresno?
Hehe. Demais! Ficamos com medo por tocar músicas próprias no repertório todo quase. Mas depois com quase toda aquela multidão cantando inclusive músicas pouco divulgadas.
Foi de chorar, de arrepiar, de guardar para lembrar.. pra sempre!

8 - Suas famílias lidaram bem com o fato de vocês decidirem ser músicos?
Agradeço todos dias por ter essa família compreensível e afetuosa que eu tenho. E tenho certeza que a dos guris támbem pois conheço todos, total apoio!

9 - Em algum momento ja pensaram em desistir?
Isso está fora de cogitação! :D

10 - Já sofreram preconceito por causa de suas músicas ou por causa do seu estilo?
Sim. Quem nunca foi chamado de emo? na nossa opinião não é motivo pra ficar chateado, tem que levar de boa. Não pode se afetar com isso, afinal é o que eles querem! hehe

11 - Que dicas voces dão para o pessoal que esta tentando entrar no mundo da música?
Bom, não é nada difícil! Tudo é possível. Confie em você mesmo! Pense positivo! mas não fique só pensando, faça acontecer! Trabalhe em cima, foque! E o principal, se divirta! faça amigos, faça músicas, seja feliz com o que voce faz! Seja cantar, compor, dançar!

12 - Qual foi a coisa mais louca que uma fã ja fez para vocês?
Tentou beijar a força! Isso foi uma situaçao MUITO embaraçosa, não sabia o que fazer! Fiquei irritado mas, não tinha o que fazer! Não queria tambem ser grosso! Fiquei sem graça!

13 - E qual foi a coisa mais louca que vocês já fizeram?
Gil: Puts, ja fiz tanta! Acho que a mais louca: viajar de rio grande para Charqueadas de uma hora pra outra pra conhecer a Fresno na época que eles tavam começando!
Hot: Jogou um celular pela janela ao brigar com a namorada. OBS: do 15o andar! haha

14 - Como é o relacionamento de vocês com os fãs?
Um relacionamento de amigo! Falamos com todos nos shows, na internet, no telefone! Atendemos todo mundo porque somos iguais a eles, todo mundo normal, uns curtem a festa, outros tocam na festa.
É isso! Amamos todos!

15 - E por último, qual são os planos para o futuro da Plug?
Fazer muita música nova, renovar e renovar, evoluir muito!Criar mais e mais amigos, fans e tentar ser importante pra essa galera de hoje em dia que se identifica com a gente, esperamos muito desse futuro!

TWITTER: http://twitter.com/bandaplug3
MYSPACE: http://www.myspace.com.br/plug3
COMUNIDADE NO ORKUT: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=36442341

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

1 Ano de Freckled Guitar

Bom, pessoal, amanhã o blog completa 1 ano!

Então vamos começar hoje com os posts especiais para amanhã dar preferência aos textos das vencedoras da promoção de 1 ano do blog :)

Aqui está o que eu e o Ivan fizemos, mesmo que a intenção inicial não fosse essa, falei pra ele ontem que seria legal postar aqui como algo especial...

A ideia de postar um vídeo e a ideia de entrevistar pessoas normais veio, inicialmente, de um amigo meu, o Miguel. Quando terminei de editar o vídeo que eu e Ivan fizemos sábado, pensei: 'Poxa, é uma coisa legal, aproveita a ideia do Miguel e ainda por cima, foi feita por duas pessoas do blog... Por que não?"

Então se divirtam com o Ivan By Night, feito na festa de 1 ano do Rock 'n' Beats, com direito a uma entrevista com o Mauro Motoki do Ludov (que, ironicamente, é a que está com o pior áudio - fizemos algo totalmente amador, com câmera digital e edição simples no Windows Movie Maker), para não perder o costume.










domingo, 25 de outubro de 2009

Delírio Sobrenatural

Este mês, a Rock 'n' Beats completou um ano... O confete todo está no blog da festa, e eu parabenizo-a por tudo, tudo, mas nunca a parabenizei tanto quanto ontem, por conta do line-up mais especial que eu já vi...
Uma das bandas era o Pullovers, banda paulistana que me conquistou justamente por ter transformado o coração do paulistano em música. As músicas nem parecem compostas. A gente não ouve: A gente senta pra ouvir uma história, alegre ou triste, que figura as verdades da vida.
O show deles foi bastante interessante, mas como não era todo mundo ali que conhecia, não foi aquele gás todo... Mas eles mandaram muito, eu vi.
Mas o destaque mesmo eu dou para o Ludov! O Ludov também é uma banda paulistana, e se você acha que nunca ouviu falar neles, tente isso, ou isso, ou isso.
E é uma banda muito especial pra mim!
2004 foi O ano. Um ano antes, havia largado o Rouge e me interessado pela Avril Lavigne. Falem o que quiser, mas ela me tirou do fundo do poço... E o computador das aulas de inglês revelaram coisas como Blink 182 e Green Day, e, pronto, havia começado a metamorfose.
Então 2004 foi O ano. Transformada, eu assistia MTV.
E foi lá que eu conheci inúmeras coisas novas, não nego. Inclusive Ludov.
Ah, quem assistia... Quem não adorava o clipe de Princesa?
E nessa época não tinha muito acesso à internet (vivia na era da internet discada ainda!) e o Ludov ficou um pouquinho esquecido na minha mente depois que acabou o auê, e eu fui relembrar em 2006, quando eu, já de internet banda larga, li sobre o lançamento de Disco Paralelo do Ludov, e tratei de baixar.
Daí não dá pra parar de escutar Ludov. A voz da Vanessa Krongold é uma das coisas mais lindas que eu já ouvi na minha vida... E ela canta com uma naturalidade!
Em 2007, eu, a nossa blogueira Camila e o seu digníssimo irmão Gustavo tocamos e cantamos a versão brasileira de What I've Been Looking For, do High School Musical, que foi feita pelo Ludov e se chama "O Que Eu Procurava" em uma festinha de violão que a gente toca todo ano... Você pode assistir aqui. E não reparem na minha falta de corte no cabelo e nem na briga com a Camila no meio da música, obrigada. haha
Esse ano, 2009, saiu Caligrafia, um novo álbum do Ludov. Recomendo que baixem, ou ao menos escutem Sob A Neblina da Manhã, que é a minha música preferida do álbum.
Mas agora vamos contar de ontem...
Eu conheci a Vanessa Krongold logo que cheguei ao bar (foto). Se você não souber quem é ela na foto, você pode achar até que ela é alguma coleguinha nossa... Mas ela está entre mim e o Ivan (se você não sabe quem é a gente, aí fodeu!).
Muito simpática, ela autografou o meu CD e o da Camila, que infelizmente não pôde ir, conversou um pouquinho com a gente, e quando eu falei que tinha interesse em comprar o Caligrafia, ela me disse, naturalmente: "Pooxa, baixa da Internet!", com o maior incentivo.
Pra vocês verem como o mundo tá mudando, os artistas mandando a gente baixar o CD deles da Internet!
Depois conheci Mauro Motoki.
O Mauro é uma gracinha de pessoa! Ele participou de um negócio muito interessante que eu e o Ivan fizemos (que penso em postar aqui no aniversário de 1 ano do blog, se der tempo), autografou os CDs e bla bla e ainda pegou o meu canetão pra fazer uma tatuagem! HAHAHA
Quando conheci ele, cheguei até a pensar que é desnecessário ir ao aeroporto ou ao hotel esperar um monte de gringo branquelo e fresco quando ali, no mesmo bar que eu, naturalmente, estava esse guitarrista tão gracinha que fala a mesma língua que eu.
Não posso esquecer de citar que conheci um dos fãs de Ludov de São Paulo... Só que ele não era qualquer pessoa... Ele era, tipo, o MOSCA DAS CHIQUITITAS, gente.
Bafão forte. Ele tava meio bêbado. hahaha
E o show do Ludov, enfim, foi incrível. Um dos melhores que já vi na vida, perdendo só, talvez, para o show do McFly de 2009...
Na hora de "Princesa", estouramos aqueles troços que saem papel laminado (não sei o nome, desculpa)... Ficou muito lindo :)
E com o Habacuque (que é guitarrista do Ludov E do Pullovers) eu consegui palheta e setlist do Ludov...
Enfim, enfim... Parabéns ao Ludov, aos Pullovers e à Rock 'n' Beats por terem participado desta noite tão mágica, um verdadeiro Delírio Sobrenatural!


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

"Mas é só um animal de estimação!"


Sabe aquela criança que sonha a vida toda em ter um cachorrinho, mas não pode porque já nasceu urbana demais, criada em um apartamento?
Até os meus nove anos, eu fui essa criança.
Eu tinha uma paixão doentia por cachorros... Trazia os dos outros em casa pra brincar um pouquinho comigo e eles sempre deixavam alguma surpresinha na sala... E eu corria para pegar a pazinha, para provar pros meus pais que não teria problema nenhum em me dar um bichinho porque eu iria cuidar dele tão bem que ele nunca se sentiria triste ou algo parecido.
Mas nunca pensei que eu poderia gostar mais de um animal do que de um cachorro...
Até que, em uma feira de animais, eu me apaixonei à primeira vista por um certo coelhinho que parecia uma mini-bolinha de futebol.
E, por incrível que pareça, a paixão também pegou a minha mãe.
Então levamos para casa uma fêmea ridiculamente batizada de Lady Mione (que teve o seu nome alterado anos depois para Tuca).
Aos poucos, todos os meus familiares se apaixonaram por ela. E ela se apaixonou por todos nós.
Aprendeu que quando se ouve o barulho de um saquinho, é comida que está chegando. Aprendeu a gostar desesperadamente de chocolate. Aprendeu a atender os nossos chamados.
Um cachorrinho melhorado.
Uma parte da família.
E as pessoas diziam que a alimentação dela não era boa, mas não é à toa que ela sempre esteve muito viva.
Mas agora ela está doente.
E eu ainda não sei o que é.
Só de pensar em perdê-la, depois de tantos anos, eu caio em lágrimas. E as pessoas me dizem: "Mas é só um animal de estimação!".
As pessoas dizem isso porque não sabem o que é passar a maior parte do seu tempo sozinha.
Então eu sempre tive a minha coelhinha pra ficar comigo quando eu estava triste, pra compartilhar a minha comida, pra correr atrás pela casa... E todos nós tivemos.
Eu só peço que torçam para que fique tudo bem com ela, mesmo que este texto esteja mal-escrito.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

"Longe é Um Lugar Que Não Existe"


E todo ano os bonitões da escola vão embora.
E todo ano as histórias se repetem, com uma mudança ou outra, coisa e tal, e tal e coisa, ah, o final!
O final, que parece que nunca vai chegar. Você acha que é jovem demais para escolher um curso na faculdade, mas, quando você percebe, você já está no baile de formatura, dançando loucamente ao som de I Will Survive com plumas no pescoço e se lembra que só irá reencontrar aquele menino que joga futebol daqui a uns dois anos na loja de esportes do shopping, quando ele vai te contar que foi promovido a gerente e você vai contar que encontrou uma outra pessoa da turma semana passada, vocês vão rir disso e, seguindo a lógica, só irão se encontrar daqui a 10 anos.
Todas as coisas passam. As fotos ridículas, nunca reveladas, vão ficar guardadas no arquivo do seu computador, para você mostrar posteriormente para os seus novos amigos e dizer: "Olha como o meu cabelo era feio!" ou "Como eu era brega!" ou "Aff, como eu fazia essas coisas?"
Então tomo licença poética e faço paráfrases conhecidas.
Porque, enfim, temos que descobrir como ter uma vida. Ir embora amanhã, viver essa noite.
Todo mundo conhece o fim quando as cortinas caem no chão. Todo mundo conhece o fim, e pede para não dizer a próxima coisa que vai acontecer. A próxima mudança, qual será?
Deixaremos para trás todas as coisas que sentiremos falta. E a próxima parada não vai ser aonde a gente pensa que é.
E quando você disser que longe é um lugar que não existe, então se lembre de dizer aonde você vai estar, então.
E o tempo vai passar.
E você vai fazer uma música, cozinhar a sua comida, limpar a sua casa. Fazer novos amigos, entrar em uma banda ou cantar sozinho.
Mudar seu cabelo, sua vida, sua casa. Seus sapatos, suas calças, seu estilo.
Mas faça porque você quer. E não porque você viu.
E acho que esse monte de paráfrases sem sentido é nostalgia reprimida de algo que ainda não se foi.
De perceber que daqui a 2 meses, as coisas vão mudar.
Pra melhor?
Eu não sei.
Eu quero ficar aqui para sempre.
Kriptonita - Ludov
The End - McFly
Just Do It - Copacabana Club

domingo, 18 de outubro de 2009

Curitiba: Cidade Sorriso

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Partindo de Fortaleza no dia 01/10/09 rumo à cidade com melhor qualidade de vida do Brasil, eu fui comemorar o aniversário da minha amiga Suh e lá encontrei minha outra amiga Vivi que também se retirou de Porto Alegre para a festividade. Foram os 10 dias mais leves, mais divertidos, mais aproveitados, mais curtidos, mais FRIOS da minha vida nordestina.
Comecei pagando mico quando pensei que o ar frio que eu estava sentindo no ônibus era algum ar condicionado interno! (Xô acesso Jones!) Era uma brecha na janela que deixava o ar de Curitiba tocar minha pele forçadamente bronzeada. Tomei meu primeiro gole de caipirinha COM VONTADE na festa de aniversário da Suh e a vontade passou imediatamente quando meus olhos começaram a arder e a lacrimejar... Bêbada de primeira viagem deveria ter um manual de instruções para o primeiro gole. Inacreditável, mas eu dancei música sertaneja e me diverti muito ao som de ‘Maria Cecília e Rodolfo’ ao ponto de esquecer minhas raízes musicais (que São Fletcher me perdoe!).
A cidade impressiona a quem vem de fora. É difícil ver lixo no chão, as pessoas são todas bonitas, arrumadas nos milhares modelos de casacos, botas e gorros. Sem falar nos meninos belíssimos, loiríssimos de olhos azulíssimos que encandeavam minha vista. E o frio... Ah o frio! Meu sonho de vida. Mesmo tremendo da cabeça aos pés minha vontade era que a temperatura caísse mais e mais. Morar numa cidade premiada pelo frio é ter a chapinha no cabelo conservada por um bom tempo, é não saber o que é suor, é tomar um susto ao pegar num poste gelado na calçada, é lutar com sua faca na missão de partir um chocolate que nem ao menos foi à geladeira.
E o transporte? Me senti numa novela global que nunca tem ônibus lotado. Onde já se viu? Voltar pra casa no horário de pico tendo espaço ao seu redor?! Isso aconteceu comigo e foi o que mais me impressionou: o sistema de transporte de Curitiba. Morando em Fortaleza eu consegui alguns calos nas mãos de tanto sacrifício que você deve fazer pra se segurar e não ser levada pela multidão que por bondade lhe permite respirar... Um pouco. Eu parecia uma matuta me divertindo em cima das sanfonas que ligam partes de ônibus e formam o biarticulado. Os terminais são modernos e as paradas parecem uns canos transparentes, são os tubos.
Graças aos meus amigos Suh, Diogo, Gui e Dani, que também moram lá, eu e a Vivi pudemos conhecer lugares como o Jardim Botânico, o Memorial, o Museu Oscar Niemeyer, o Bosque do Papa, o Passeio Público, o Parque Barigui e muitos shoppings e lojas no centro que me fizeram estourar o cartão.
Cheguei a visitar duas praias do estado do Paraná e fiquei pasma! Era 1 hora da tarde e eu estava com frio na beira da praia. O paraíso com certeza, praia fria é tudo de booom!
Na volta pra casa eu pude encontra a Lineh, minha amiga que mora em São Paulo, no aeroporto. Passamos ótimas 3 horas juntas na procura pelo Thiago Lacerda, não achamos, não sei se a mãe dela achou. Foi ótimo!
Voltei pro calor, pros ônibus lotados, pro sotaque arrastado e pros trajes curtos com a vontade de voltar o mais rápido possível e quem sabe firmar moradia por lá. Me sinto deslocada nessa cidade onde toda esquina lhe obriga a ouvir forró e a sentir cheiro de filtro solar, definitivamente aqui não é o meu lugar! E o frio... Ah o frio!

“The Secret” (pra quem acredita): Planejei ir à Curitiba ano passado para ver o show do McFLY e estava tudo certo para eu viajar no dia 01/10/08. Não deu certo, quer dizer, não naquele dia, porque exatamente 1 ano depois eu consegui, não tinha McFLY, mas metade das amigas que eles me deram (Suh, Vivi e Lineh) estavam lá, foi nosso primeiro encontro!

Suh, Vivi, Lineh, Gui, Dani, Diogo, Isa, Lari, Lê, pai e tias da Suh e tio do ônibus que parou pra nós... Muito Obrigada!

=]

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

In Verso.


Pessoal, sei que não sou muito presente aqui mas, nesse caso, precisei dar uma passada. Vim apresentar uma banda. Conheci a In Verso faz um tempo. Assim que me falaram resolvi dar uma procurada e uma olhada no MySpace. Ouvi e gostei. O som deles é muito bom, então, pensei comigo, vou pedir uma entrevista para divulgação. E deu certo. Aqui está o resultado. Espero que possam conhecê-la melhor, assim como fiz, e quem sabe, em breve, não a vemos circulando em território nacional. Aliás, a In Verso é finalista de um concurso chamado Hit Zero, na qual é promovido (entre outros) pela Universal Music. Deixe seu voto e se possível divulgue: http://hitzero.terra.com.br/vote/!

Leia e saberá mais!

A entrevista foi respondida por Marcos Rosa e Leandro Leroy.

Para começar, apresente os integrantes da banda.

Marcos Rosa - Voz e Guitarra
Fred Oliveira - Guitarra
Leandro Leroy - Baixo
Lipe Carvalho - Bateria

Como foi o processo de formação da In Verso e como foram os "primeiros passos" no ramo da música?

Bom, o IN VERSO já era um projeto do Marcos desde 2000. Mas a primeira formação concreta da banda foi em 2008, e desde então só houve uma mudança: Tiago Boscoli saiu para dar lugar à Lipe Carvalho, em Março deste ano. Todos os integrantes já tiveram bandas desde que começaram a tocar, e desde então tudo aconteceu muito naturalmente, principalmente para a organização e distribuição de tarefas e desafios que teríamos que enfrentar.

De onde surgiu o nome da banda?

Surgiu em 2000, quando o IN VERSO ainda era um projeto de Marcos Rosa. Sempre foi pura estética mesmo. Separado foi só um detalhe, visualmente mais bonito.

As letras das músicas são compostas por vocês mesmos?

Todas as letras são compostas por nós, algumas em parcerias.

Como banda, o que consideram a maior realização?

A maior realização será no dia em que conseguiremos pagar nossas contas com frutos da banda. Satisfação maior é pensar que nosso trabalho é feito com sinceridade e sem pensar em retorno financeiro, caso contrário não faríamos rock.

Podemos ver pela agenda que são de Belo Horizonte mas estão com shows marcados em São Paulo. Como está ocorrendo essa expansão da banda com relação aos shows?

O videoclipe está sendo veiculado na MTV frequentemente e também foi exibibo na Garagem do Faustão, e isso tem facilidado muito nosso trabalho para o agendamento de shows. Muitos produtores e donos de casas de shows conheceram o IN VERSO por estes meios.

Como está ocorrendo a divulgação do grupo? Vi que estão no Twitter, MySpace e possuem um site próprio.

Exato, além do orkut. Todos nós estamos envolvidos na divulgação da banda.

Gravaram um EP e deixaram a disposição na Internet para downloads. Como foi realizada a gravação deste e por que preferiram disponibilizá-lo gratuitamente?

O álbum foi produzido, gravado e mixado no estúdio Engenho, por André Cabelo, exceto algumas baterias e baixos, que foram gravados no estúdio Tremor Void. Preferimos disponibilizá-lo gratuitamente porque nos preocupamos primeiramente em atingir o maior número possível de pessoas com nossa divulgação, para que todos pudessem escutar as músicas e conhecer a banda.

No videoclipe da música Me Desfaz podemos ver que existem imagens de um centro urbano. Mais por curiosidade, que cidade é? Como ocorreu a gravação?

É a Savassi, uma região bastante tradicional e conhecida por ser o centro da noite de Belo Horizonte.

Quais são os planos futuros da In Verso?

Lançar o nosso primeiro disco completo até janeiro de 2010 com o intuito de nos mudarmos pra São Paulo.

Sempre existem pessoas que nos apóiam desde o início quando decidimos fazer algo. Gostariam de agradecer alguém em especial?

Sim. Primeiramente aos pais do Marcos, que nos aturam ensaiando lá algumas vezes por semana. Depois, todos os amigos que contribuem para o nosso trabalho, seja de forma direta ou indiretamente. Sem eles, tudo seria muito difícil.

Para finalizar, quem é o In Verso fora dos palcos?

O IN VERSO fora do palco são quatro amigos que gostam de se divertir e tem o mesmo sonho, de se tornar uma banda promissora no cenário nacional.

Aproveite para agradecimentos e divulgação.

Agradeço a vocês pelo espaço.

COMUNIDADE ORKUT: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=28520134
SITE OFICIAL: http://www.inverso.art.br/
MYSPACE: www.myspace.com/inverso
FOTOLOG: www.fotolog.net/bandainverso
YOUTUBE: http://www.youtube.com/bandainverso

CONTATOS PARA SHOW: Marcos Rosa
TEL: (31) 8869-0805
MSN: marcosgrosa@hotmail.com
EMAIL: contato@inverso.art.br

Gostaria de agradecê-los, e desejar muito sucesso nessa caminhada da banda. Obrigado por aceitarem a entrevista e pela disponibilidade que tiveram.

Vinicius. (Baqueta!)

Não tenho Prestígio...

...aqui só tem Sonho de Valsa e uma picada de injeção que vai custar pra não doer mais. Não tenho, de verdade, um sonho grandioso para pular e gritar loucamente quando descobrir que ele vai se realizar. Estou a cada dia mais doente, fisica e emocionalmente, e as pessoas não param de perguntar. Eles também abusam da sua boa vontade, sem saber que, na verdade, você precisa é abusar. Grudo na TV e imagino por segundo quantos gols nessa partida que a seleção canarinho vai marcar.
Vivo assim, de trânsito, de atender um telefone, responder sua reply e meia-noite descansar. No outro dia, acorda cedo, um horário regulado e um tratamento que você nem pode imaginar.
Tenho bons amigos, alguns bons parentes e uma coelha, pessoas em que eu posso sempre contar. Mas não tenho tanto amor, mas não tenho toda a vontade que queria ter pra um dia aproveitar.
Ninguém tá interessado se eu conquistei ou não, o time rosa da escola é a sensação. Todos nós e eu convivemos dia-a-dia, mas você não sabe que a rinite pode incomodar.
Sempre desentoa o meus gostos dos dos outros, mas a gente sempre dá um jeito de viver. Só porque a vida me ensinou o sociável, ponho em prática e desde então eu tento aproveitar.
Não sou protagonista do desenho que escolhi para estampar este post tão estranho e tão diferente do que você já leu.
Eu já enjoei do toque do meu telefone, da novela do Maneco e do terceiro colegial.
Semana que vem é meu primeiro vestibular, e você não sabe o quanto isso pode me atrapalhar.
Se não sei o que não quero, como não sei o que quero? A vida é complicada e já me pediram pra desistir de tentar compreender.
Então tchau.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Todas merecem um Sam Winchester!

Preciso fazer um desabafo coletivo aqui. Por que todos os caras do mundo não podem ser como o Sam de Supernatural?
Não consigo mais vê-lo sofrer, é muito injusto! Os Freckled leitores que gostam da série devem saber do que eu estou falando... Mas eu não pretendo escrever spoiler algum. Estou aqui para dizer que o Sam é a minha alma gêmea.
Ele é inteligente, sensível e culto. Ele realmente se preocupa com as pessoas, além de ser educado e bonito. O Sam não fuma, não possui nenhum vício, e ainda por cima tem aquele charme de todo homem triste que já sofreu uma grande perda.
É por isso que eu digo: todas nós, garotas sensíveis e inteligentes, merecemos um Sam Winchester em nossas vidas! Um cara que nos proteja, que queira estar por perto... Mas que ao mesmo tempo se aproxime com cautela, seja cuidadoso.
O Sam aprecia as coisas simples de um relacionamento, como conversar e dar as mãos. Hoje em dia, isso quase não existe mais.
O Dean também é um arraso, mas não é o meu tipo de homem. Faz muita bobagem, é muito mulherengo.
Eu sempre tenho uma queda pelos caras maus, mas eu nunca me casaria com eles. Os bonzinhos e cultos é que são os caras casáveis (não que o Sam vá permanecer BONZINHO, mas isso não vem ao caso, porque é spoiler).
Quase morro quando ele olha para o Dean com aqueles olhos tristes. Acabei de assistir um episódio REALMENTE drástico (no qual eu chorei bastante) e o Sam estava irresistivelmente melancólico e misterioso. "Dolorosa Missão" é o nome do episódio.
Se eu estivesse em perigo de vida por causa de algum fantasma ou qualquer coisa sobrenatural e os irmão Winchester aparececem para me salvar, eu faria questão de ficar um tempo sozinha com o Sam.
E olhem que esse tipo de coisa não faz o meu estilo. NÃO FAZ MESMO!
Eu faria com que rolasse um clima, e quando ele viesse com aquele papo de "não podemos ficar juntos, porque todas as pessoas ao redor de mim acabam se machucando" eu simplesmente o agarraria.
TEM COISA MAIS LINDA DO QUE UM CARA PREOCUPADO COM A SUA SEGURANÇA?
Não posso com isso. Não mesmo.
Talvez eu pudesse até me juntar a eles na caçada. É, eu sei que isso seria um GRANDE desvio em minha vida, já que eu pretendia me tornar uma jornalista/publicitária/escritora... Mas fazer o quê?
Eu poderia escrever sobre as nossas missões e sobre as pessoas que nós ajudamos, e quando salvássemos o mundo todos comprariam o meu livro.
É um bom plano. Pena que o Sam e o Dean são personagens FICTÍCIOS.
Isto é outro assunto que eu gostaria de levantar aqui: por que nós sempre nos apaixonamos por pessoas que não existem?
Sério mesmo, é um absurdo!
Eu tenho uma teoria muito boa sobre isso: nos apaixonamos por pessoas que não existem porque elas são irremediavelmente mais interessantes do que as pessoas reais.
Falando sério. Se os caras da minha idade fossem menos idiotas, eu tenho certeza que poderia me apaixonar por algum deles.
O problema é que todos os caras legais, simpáticos, cultos e inteligentes têm namorada. E os que não têm, são gays (o que torna a situação difícil para o meu lado).
A solução é continuar esperando pelo príncipe encantado (não que eu seja TÃO exigente). Difícil é reconhecê-lo, como eu já mencionei aqui no blog. Ele tem várias formas, então temos que estar sempre atentas!
No momento, ele está brincando de Sam Winchester comigo. Espero que pare antes de partir o meu pobre coração (nossa, que dramática).
Enfim, vou encerrar o post por aqui. Sinto-me deprimida demais para continuar.
Alguém aí assiste Supernatural? :D
Beijos!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Não Sou Uma Garota Radical

A adolescência vai sendo retirada lentamente da minha cabeça. Então, de repente, eu estou sentada em uma sala de cursinho após comer um pacote de M&M's para aliviar as tensões. Eu pretendo passar no vestibular, fazer uma faculdade, arranjar um emprego e sair da casa dos pais.
Até pouco tempo conseguia ler revistas adolescentes sem repugnar todo o conteúdo. Hoje não consigo mais. É impossível, pra mim, comprar uma Atrevida ou uma Capricho, porque eu sei que lá dentro eles vão estar falando da nova onda adolescente do momento, qualquer ela seja.
Eu não gosto de Cine, eu não quero casar com ninguém do McFly (mas eu ouço, é claro. É lógico!), e ainda acho que o único papel legal que o Robert Pattinson fez no cinema foi o de Cedrico Diggory no Harry Potter. Tentei, mas não compreendo um vampiro que vira purpurina à luz do dia. Sempre achei que eles se reduziam a pó ou coisas assim. Nem o Zé Vampir da Turma da Mônica brilhava.
Não aguento mais frequentar locais onde todas as meninas têm cabelos berrantes (após apanhar muito da mãe para conseguir pintar), e todos os meninos usam aqueles óculos wayfarer e ambos os sexos usam Nike Dunk. Eu não estou interessada em fingir que eu estou nas tendências, em ficar divulgando que eu tomo café na Starbucks ou em ficar tirando várias fotos no shopping em poses ridículas com as minhas amigas.
Tenho opinião própria. Não vejo graça alguma em ser sustentada pelos meus pais ou ficar exigindo que eles me levem e busquem nos lugares, e pretendo reverter essa situação o mais rápido possível.
Já passei da fase de ser três pessoas em uma (eu + meus pais). Eu sou uma só.
Eu tenho a minha própria vida, meus próprios sonhos, meus próprios hobbys... Quando eu menos espero, eu descubro o mundo.
E não acho meus pais um saco. Eu amo eles.
Tá certo que de vez em quando eles o são. Mas isso é a base fundamental de uma relação.
Acho que comecei a pensar mais assim após perder o meu avô. Como a maior parte da minha formação mental foi dada pelos meus avós, acho que a morte foi um fator fundamental para que eu percebesse que já estava na hora de andar mais com os meus próprios pés.
É claro que não deixo de ter as minhas 'adolescentices'. Mas acho que são coisas que ninguém nunca vai deixar de ter... Sabe, falar de homens com as amigas, admirar (mas não exagerada e escranchadamente) alguém famoso, comer no McDonald's sem culpa, assistir à MTV...
Não sou uma Garota Radical.
E um dia, você já passou, ou ainda vai passar pelo o que eu estou passando.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

MASH Contigo!

É incrível a velocidade com que bandas novas surgem e você nem ao menos sabe de onde elas saem. Às vezes, fica até difícil de assimilar quando uma ou outra que apareceu ainda ontem já está ganhando todos os prêmios de revelação possíveis nos canais musicais do país e tocando a cada dez minutos em uma rádio diferente, fazendo você se perguntar “já estão famosos assim?”. Quantas vezes você não ligou o rádio e ouviu uma música que não era a nova do Skank e nem do Rappa, mas ainda assim era nacional? E nas revistas? Cada mês uma entrevista com uma união de meninos bonitinhos que resolveram se juntar "to rock".

Mas não são todas as bandas que conseguem passar dessa fase de "tudo é diversão, vou largar a escola e viver de shows". Divulgação e shows pequenos são essenciais, música que atrai as pessoas de uma maneira ou outra também. E foi isso que mais me chamou atenção na banda MASH. Juro que não botei fé quando me disseram que eu ia gostar, pensei que fosse aparecer mais algum garoto de voz esganiçada cantando sobre o sofrimento que é o amor do jeito que estamos acostumados a escutar hoje em dia. Confesso que não foi preciso muito para que eu me surpreendesse, uma de suas canções, daquelas que grudam, fosse uma das mais tocadas no meu iPod e o enfático verso ‘Se acabou na noite passada...’ não saísse da minha cabeça, poucos dias depois. A banda, carregando o nome que possui, tem lá seus cinco anos de estrada, mas está com tudo mesmo neste ano de 2009, com nova formação e um novo estilo musical que é muito mais cativante, diga-se de passagem. Em uma descontraída entrevista, Gustavo Cardim, baixista pertencente à velha formação, conta sobre essa nova fase:

Primeiro de tudo: por que MASH? Adoro a sonoridade do nome, mas confesso que a primeira vez que ouvi não pude evitar pensar na marca de cuecas!

Então, o nome foi escolhido justamente pela sonoridade e por ser um nome curto e fácil de decorar.

Quem são os garotos da nova formação e por que a banda tomou esse caminho?

Victor Olivatti (voz); Gustavo Cardim (Baixo); Mauricio Trucolo (Guitarra); Uriel Alltheman (Guitarra); Gustavo Miranda (Bateria). A mudança ocorreu após banda sofrer algumas perdas, no final de 2008, por motivos pessoais dos antigos integrantes. Nesse meio tempo, duas pessoas me mostraram o video do Victor Olivatti no YouTube e, quando vi que a voz dele se encaixava perfeitamente pra sonoridade diferente e com novas referências que estávamos buscando, não pensamos duas vezes em convidá-lo pra ser vocal. E, por incrível que pareça, ele tinha as mesmas referências que a gente, então daí pra frente foi tranqüilo. O Gustavo Miranda eu conhecia há muito tempo, mas nunca tinha o visto tocar. Marcamos um teste e ele “arregaçou” na bateria, me surpreendeu demais e garantiu sua vaga. O Uriel veio por um contato feito com o Victor por Orkut, aí marcamos umas duas reuniões e mais uns ensaios e ele também entrou pra banda. Eu e o Mau estamos na banda há mais tempo: eu desde o início, em 2004, e ele desde 2008.

Como está sendo o novo relacionamento de vocês, como uma banda, e fora dela?

Nosso relacionamento até agora tá muito bom, haha! Sabemos que ter banda é complicado, mas, por enquanto, tá tudo bem mais óbvio e estamos começando a ser uma família. Banda é relacionamento direto a todo instante, então, brigas vão aparecer, mas terão de passar, e tudo isso pelo amor que temos pela música e por nossos ideais serem os mesmos. Mas, sem dúvidas, vamos tirar tudo de letra, a gente se dá muito bem!

O que vocês sentiram até agora da repercussão de 'O Que Passou, Passou'? Quem escreveu a letra e do que ela fala? Foi baseada em alguma experiência real?

A gente ficou até um pouco assustado com a repercussão desse single! Foi o começo dessa nova fase e muita gente nos vê como uma promessa, já. Mas preferimos não ficarmos nos iludindo e trabalhar duro pra que isso realmente aconteça, afinal, temos nossos sonhos e objetivos, e não vamos descansar enquanto não atingirmos todos eles. Sobre a composição, a letra é minha e do Victor. Ela meio que retrata aqueles casais bem de comecinho, sabe? Que vão e voltam toda hora, brigam por tudo... Uma relação instável, basicamente isso.

Falando musicalmente, vocês acham que a mudança no som que a banda fazia antes da nova formação para o qual está fazendo agora foi drástica? Como vocês se sentem em relação a essa mudança?

Sim, a mudança foi drástica, mas foi algo proposital. A gente sentiu que as portas se fecharam pro estilo de som que fazíamos justamente por sermos comparados a muitas bandas nacionais que já bombam na mídia, e o espaço ficou mais difícil de ser conquistado. Agora nos sentimos muito melhores, pois sabemos que as chances com esse nosso novo estilo são muito maiores e nos ajudarão a encontrar nosso lugar ao sol, hehe.

Muitas pessoas que escutaram 'O Que Passou, Passou' chegaram a comparar o som de vocês com o de uma banda-febre do momento, os Jonas Brothers. Vocês também enxergam essa semelhança? Os Jonas são uma influência nessa nova fase?

Já estamos acostumados, as comparações sempre aparecem e sempre vão aparecer. Acredito que a maior semelhança com os Jonas Brothers é por causa do vocal, oVictor Olivatti , o que chamou nossa atenção em convidá-lo para a banda. Já na sonoridade instrumental, não vejo semelhança alguma. Nossas influências vão tanto de Santana a Red Hot Chili Peppers quanto de Michael Jackson a Beatles. Não queremos nos prender à apenas uma referência, queremos extrair o melhor de cada influência que temos.

Todos vocês são garotos compromissados ou há algum solteiro? Vocês acham que, quando se está envolvido em um relacionamento, a facilidade para compor músicas é maior?

O Uriel e o Gustavo Miranda são os solteirões da praça haha! E, sim, estar comprometido ajuda a compor , mas não é porque se está comprometido que se vai compor aos montes. Composição sem inspiração não combina, tem que estar no momento. Nunca compus um som porque precisava, as músicas vêm quando elas têm de vir, quando a gente quer elas nunca saem! Coisa de doido, mas é verdade, haha!

Algum recado pros leitores do Freckled?

Queria agradecer pela entrevista, parabenizar pelas perguntas e mandar um beijo e um abraço pra toda equipe! Todos os leitores fiquem com Deus e contamos com vocês nessa nova fase do MASH!

A banda MASH toca no Mezzanine Lounge em Santo André, no próximo dia 10, com a banda Restart entre outras, e no Casarão Mix, em São Paulo, dia 17. Para conferir o som, o contato e a agenda de shows completa dos caras, acesse: www.myspace.com/mashoficial . O Twitter da banda é: @mashoficial e o Fotolog: www.fotolog.com/mashrock.

Ps.: obrigada, Juliana Claro, pela grande e significante ajuda com tudo :)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sobre uma profissão

Na verdade, meu título tá tosco. Queria colocar “Sobre profissionalismo profissional sem ser profissional oficial”, mas ia ferrar a formatação do blog e… tá, vocês lá leram o título que eu queria mesmo, então tá tudo bem.

Quem me conhece (oi, prazer :3 tá, não sou mais novata aqui xD) pessoalmente, sabe que eu sempre quis ser veterinária, desde pequena. Mas eu sempre tive uma facilidade e uma paixão pela escrita, o que me anexou o sonho de ser escritora.

Mas ser escritora é um tanto quanto amplo de se dizer, não é mesmo? Uma pessoa pode ser escritora, oficialmente, e trabalhar com isso, bem como pode escrever para si mesma, por hobby, ou ainda ser jornalista e relatar fatos. E quem gosta de escrever sabe que, geralmente, o sonho de reunir os três, mesmo que por hobby, é bastante comum. É sobre isso, então, que eu queria falar.

Escrevo desde os 10 ou 11 anos, por hobby, e comecei por uma fic tosca de Harry Potter, chamada A Lenda de uma Paixão. Acho que só mais uma pessoa leu aquilo, e foi a Dóri HAHAHA. Eu nem sabia que mais gente escrevia fics, pra mim eu era inovadora lol. Mas foi minha primeira (e única :3) long completa, com 13 capítulos. Mesmo sendo tosca, era Harry/Gina, e foi o que me inspirou a continuar fazendo aquilo, porque era divertido de verdade. Daí em diante, descobri que conseguia escrever minhas próprias histórias não só de Harry Potter, mas também originais, e depois descobri mais: que eu sabia escrever poesia.

Claro que, como todo mundo, tudo levou tempo e eu já fui MUITO ruim – não que eu seja hoje a melhor do mundo, mas já ganhei um concurso literário da escola em primeiro lugar nas duas categorias em que participei, conto e poesia, e já participei com sete textos originais (quatro poesias e três contos) dos concursos literários nacionais da Editora Guemanisse, sendo os concorrentes do ano de 2007 todos posicionados entre os 200 melhores contos e as 200 melhores poesias. Não participei em 2008, mas aguardo os resultados de 2009.

Certo, eu meio que perdi o eixo. O que eu queria dizer é que não sou jornalista e não sei se sirvo para tal, mas admiro e gosto da profissão. Como “jornalista” – e por tal termo me refiro a escritora para as grandes massas, já que escrevo meio que para mim em meu blog pessoal –, tive meu ingresso no Freckled e já “atuo” (?) no Jovem Paranóia e no Potter Heaven. Pessoal, no Potter Heaven, o site mais antigo de Harry Potter do Brasil! É um sonho, sempre foi, trabalhar com Harry Potter. Estou cobrindo as notícias de Rupert Grint e também quebro galhos – como postar, hoje, toda profissional sobre Robert Pattinson e seu documentário, bem como ser obrigada a falar da série Crepúsculo odiando-a. Mas é isso que faz a gente feliz: quando a gente gosta do que faz (ou do que está fazendo, como preferir), você trabalha profissionalmente e usa todo o profissionalismo possível, constatando fatos e transmitindo-os. Sua opinião não é exatamente suprimida, mas apenas escondida. O legal é deixar cada um tirar suas próprias conclusões, e isso é mais divertido do que realmente parece. Vale a pena quando se gosta.

Por isso, vim aqui agradecer a todos vocês pelo apoio desde o início e agradecer ainda mais pela minha amiga pessoal, mais do que “chefe”, pelas oportunidades de sempre (e obrigada pelo processo de seleção, me fez saber que eu entrei por mérito! :D). Valeu, pessoal!

PS: Ainda quero ser veterinária. Não quero ser jornalista profissional oficial, só jornalista com profissionalismo.

ENEM, ENEM, ENEM, ENEM, ENEM...

A espera acabou!
O Exame Nacional do Ensino Médio, popularmente e carinhosamente conhecido como ENEM, será realizado nos dias 5 e 6 de dezembro.
Caso não haja mais nenhuma 'fraude', é claro.
Os representantes da maioria das universidades aceitaram adiar também o início das aulas para o aproveitamento da nota do exame no vestibular. Algumas também adiarão as datas de suas provas.
O Ministério da Educação agora conta com dois outros órgãos na realização do ENEM: A Fundação Cesgranrio, que realizava o ENEM desde 1998, e que está realizando no momento o concurso do IBGE, e a Cespe, instituição da Universidade de Brasília.
A União deve processar o Connasel, formado por empresas de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, pelo prejuízo de R$ 35 milhões. O governo tinha pago até agora apenas um terço do valor do exame, de mais de R$ 100 milhões.
Para ler sobre a causa do adiamento do ENEM, clique aqui.
No fim de semana de 28 e 29 de novembro, há provas de cinco universidades federais, incluindo a do Paraná, de Minas Gerais e Roraima. Nos dias 5 e 6 de dezembro há vestibular das federais de Brasília, Juiz de Fora e Lavras. Em São Paulo, a Fundação Getúlio Vargas e a Faculdade Cásper Líbero também fazem exames nesse fim de semana.
Também vou aproveitar para lançar uma dica!
A UFRJ está com as inscrições abertas. Estas são GRATUITAS e a aprovação ou não para a segunda fase é de acordo com o resultado do ENEM.
Para mais informações: http://www.acessograduacao.ufrj.br/
E eu tinha mais alguma notícia, só que eu esqueci, me desculpem.

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